
Ao que necessito expor a vida. Não a vida em si, o que seria algo mais que simples pretensão da minha parte. Refiro-me à vida que chega a mim, através das minhas lentes borradas, desvirtuadas pelo tempo e pela miopia. Dessa maneira, a verdade não consta entre os meus compromissos. Melhor dizer que não creio em sua existência e tal idéia renova-se em mim a cada instante.
Motivos minguaram. Justificativas não me atraem mais. Apenas ser, de bom jeito que à sua alma agrade e só. Sobre paz e tranqüilidade ouve-se muito. Melhor seria sentir e só, apenas ser. Construções exóticas aos olhos externos, outros e mais outros, os quais nunca alcançarão os reais sentimentos alheios. Menos verdades.
E nos bons dias, quase brancos. Quase, pois há graça. Invisível talvez aos que passam, passos apressados, passarão. Impossível aos incrédulos, vultos desnorteados, folhas secas ao vento torto. A mim, sentimento margeando a plenitude, desbravando em paralelo, ao seguir o curso de um caminho impreciso, assim como eu.
Eduardo Maia

Sentir e só, tal como prega Caeiro: "eu não tenho filosofia, tenho sentidos"...
ResponderExcluirGostei do blog, vou seguir, pode? ;)
Beijo!
PS: Inaugurei os comentários!
Claro que sim, é uma honra =)
ResponderExcluirSeguindo o seu também!
bjo!
Gostei Bob rosa =)
ResponderExcluirMais aferências e menos verdades.
Tirou de seus pergaminhos selados a 7 chaves?
abçoo
adorei seu blog, vc escreve muito bem! vou continuar lendo!prazer!
ResponderExcluirNossa! tanto tempo que não lia verdades bonitas de pessoas "comuns".
ResponderExcluirMt bom! :)