segunda-feira, 30 de novembro de 2009

De início.


Ao que necessito expor a vida. Não a vida em si, o que seria algo mais que simples pretensão da minha parte. Refiro-me à vida que chega a mim, através das minhas lentes borradas, desvirtuadas pelo tempo e pela miopia. Dessa maneira, a verdade não consta entre os meus compromissos. Melhor dizer que não creio em sua existência e tal idéia renova-se em mim a cada instante.


Motivos minguaram. Justificativas não me atraem mais. Apenas ser, de bom jeito que à sua alma agrade e só. Sobre paz e tranqüilidade ouve-se muito. Melhor seria sentir e só, apenas ser. Construções exóticas aos olhos externos, outros e mais outros, os quais nunca alcançarão os reais sentimentos alheios. Menos verdades.


E nos bons dias, quase brancos. Quase, pois há graça. Invisível talvez aos que passam, passos apressados, passarão. Impossível aos incrédulos, vultos desnorteados, folhas secas ao vento torto. A mim, sentimento margeando a plenitude, desbravando em paralelo, ao seguir o curso de um caminho impreciso, assim como eu.
Eduardo Maia

5 comentários:

  1. Sentir e só, tal como prega Caeiro: "eu não tenho filosofia, tenho sentidos"...
    Gostei do blog, vou seguir, pode? ;)
    Beijo!
    PS: Inaugurei os comentários!

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  2. Claro que sim, é uma honra =)
    Seguindo o seu também!
    bjo!

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  3. Gostei Bob rosa =)
    Mais aferências e menos verdades.
    Tirou de seus pergaminhos selados a 7 chaves?
    abçoo

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  4. adorei seu blog, vc escreve muito bem! vou continuar lendo!prazer!

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  5. Nossa! tanto tempo que não lia verdades bonitas de pessoas "comuns".
    Mt bom! :)

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